Análise: NBA 2K18

Ah a bola laranja… que venha mais uma temporada!!!!

Mais um ano se passou e é chegada a hora da mais nova versão da já famosa franquia de basquete da 2K. NBA 2K18 já nasce abraçado aos méritos de seus antecessores, que tornaram a franquia de basquete num dos maiores sucessos do mundo esportivo digital. Análise: NBA 2K18
O Universo fez aquela análise marota do game e você confere junto com a gente se o pessoal da Visual Concepts conseguiu manter o barco andando em águas tranquilas.

Já não é de hoje que nós brasileiros estamos cada vez mais próximos de esportes como Basquete, Futebol Americano, Baseball, Hockey … até o Volley … alias eu sempre me pergunto porque “catsso” nunca foi feito um jogo de Voley, ia ser do caralho … mas voltando ao assunto …

Não é a toa que esses Esportes vem conquistando uma legião incondicional de fãs perante seus espetáculos (que infelizmente no Brasil ficam de fora, já que o Futebol é a única coisa que “parece” que pode ser feito aqui).

Falando especificamente do Basquete – afinal esta análise é sobre isso – não é de hoje que você conhece alguma coisa devido ao esporte Americano ser divulgado mundo a fora: Quem ai não teve um ‘bonezinho’ do Charlotte Hornets, Detroit Pistons ou Seattle Super Sonics? Quem nunca ouviu falar sobre Michael Jordan, Magic Johnson ou Larry Bird? Só se você é nascido depois do ano 2000, ai teremos que perguntar, se você conhece o Miami Heat, Chigado Bulls, Houston Rockets, Cleveland Cavaliers, ou então Lebron, Curry, Harden …???? Não??? Nada ainda?? Não ta ajudado, então vamos pulando ….

O Brasil tentou, colocou o NBB em prática a alguns anos atrás, elevou um pouco do conceito do basquete por aqui, trouxe uns jogadores alá banco-de-reservas de alguns países para tentar dar uma subida de nível, mas esqueceram fazer o resto do trabalho de cultura e conscientização no País, pra deixar o Futebol de fora e trazer mais coisa de bom. Chega a ser deprimente ver alguns ginásios com ótimos espetáculos de basquete com nada mais que 2000 pessoas assistindo …

Mas como não estamos aqui pra falar de política ou problemas de condutas sócio-econômicas e culturais, vamos ao que interessa.

Em 2K18 a desenvolvedora buscou manter a mesma já consagrada jogabilidade com algumas pequenas e pontuais alterações, basicamente é aquele termo; “em time que tá ganhando não se mexe…”, com isso, vemos pequenas mudanças nas animações dos jogadores, que ficavam muito presos e acabavam não conseguindo realizar alguns movimentos, isso melhorou este ano, com jogadores mais fluidos e animações menos robóticas.

Outra considerável mudança foi a do sistema de força do chute ser transferido para um local mais visível. A barra de força que antes ficava embaixo do jogador agora está posicionada bem próximo à cabeça do jogador, proporcionando uma visão melhor na tentativa de realizar um bom arremesso.

Análise: NBA 2K18
Nada como uma casa nova para tentar começar de novo…

Outra mudança que gostamos bastante foi a presença do percentual de acerto do arremesso, esse tipo de feedback visual é super importante para melhorarmos o nosso jogo.

A evolução da franquia é constate e vai agradar desde quem está chegando agora até os fãs de carteirinha da série. Por mais que a curva de evolução já não seja mais tão grande o jogo ainda consegue surpreender a cada ano, mas o pessoal da 2K precisa começar a ficar esperto, pois a Electronic Arts vêm evoluindo de forma consistente a franquia Live, este ano a diferença já deixou de ser gritante e o jogo que era uma bosta nos últimos anos começou a ter uma jogabilidade mais aceitável, até que enfim! =)

Quando o assunto são gráficos a Visual Concepts nunca deixou a desejar, a evolução da franquia é constante e se seu pai estiver de bobeira passando pela sala enquanto você toma uns tocos com certeza irá achar que o que está passando na tela da tv é realmente um jogo de basquete.

Algumas bizarrices aqui e ali ainda acontecem, principalmente na captura dos rostos dos jogadores menos conhecidos do público e um medalhão aqui e ali (a versão digital do Dwayne Wade parece que foi atropelada por caminhão, de tão ruim que ficou!), mas temos que destacar a preocupação em retratar de maneira fiel os jogadores, trazendo as suas tatuagens, proteções nos braços e pernas, detalhes característicos e várias outras firulas que só vem a acrescentar a ambientação.

O trabalho feito em cada um dos ginásios é primoroso, todas são retratadas fielmente, com suas iluminações específicas, posicionamento dos cronômetros, locutores carismáticos, cheer leaders, mascotes, enfim, todo aquele show que só a galera do Tio Sam sabe fazer.

Um outro destaque que temos que falar é sobre o som, PQP o que é aquilo?! Você é realmente inserido dentro dos ginásios, todos os mínimos detalhes estão ali e se você fechar os olhos por um instante vai acreditar que está no United Center vendo aquela bomba de time do Chicago jogando (FIRE GARPAX!).

Análise: NBA 2K18
Os gráficos como sempre não desapontam.

Não podemos negar que o modo MyCarrer é sem sombra de dúvidas o de maior sucesso da franquia, a 2K foi pioneira sai chutando bundas para esse mar de modos campanhas com estórias que vemos por aí hoje (Oi Alex Hunter!).

Para este ano a novidade é o espaço chamado “A Vizinhança”, um mundo aberto a lá Second Life aonde você pode desenvolver seu jogador, participar de competições, mudar seu estilo (roupas, tênis, corte de cabelo, tatuagens) e toda aquela frescura que você já imagina.

A ambientação é legal, mas de verdade, nada que realmente seja algo de outro mundo, além disso o modo MyPark, aonde você disputa partidas multiplayers e outros desafios está integrado à sua cidade e basta sair passeando pelas ruas que você chega até lá.

A sua aventura começa na pele “DJ” um jovem americano que em determinado momento da vida decide tentar a sorte como DJ já que não teve oportunidades como jogador profissional, maaaaaaaaaas tudo muda quando você se inscreve e participa de um campeonato de basquete de rua e acaba se saindo melhor que o esperado.

Análise: NBA 2K18
Vista da sua ‘vizinhança’.

Contrariando o mundo real você é chamado para um teste em uma das franquias da NBA (uma que você escolhe no começo) e ‘voilà‘ chega a NBA como num passe de mágica, sim, isso mesmo, da noite para o dia você se torna um jogador profissional da NBA sem fazer esforço algum; cadê a narrativa gente? Desculpem o palavreado, mas que merda é essa 2K?

Com isso, a imersão da estória foi para o saco, existem até algumas cutscenes aqui e ali, mas nada que realmente seja imersivo e prenda a nossa atenção (que porra é aquela amiga dele?), além disso este modo têm que conviver com a imposição das micro transações que ao meu ver extrapola o mínimo do respeito aos jogadores.

Tudo dentro deste modo é pago com uso desta porra de moeda virtual, mas o fato de tudo custar uma fortuna deixa tudo desbalanceado já que existe a possibilidade real de que nem todos os jogadores terem a oportunidade de gastar seu rico dinheirinho nessa futilidade, FODENDO com a experiência e diversão.

Quando você se dá conta de que vai precisar cada vez mais dessa moeda para evoluir seu personagem para que ele deixe de ser um jogador medíocre você deixa de lado as outras possibilidades que o espaço proporciona.

Análise: NBA 2K18
A ideia de um espaço de convivência é boa, pena que mal implementada.

O multiplayer do game não foge a regra têm aqueles modos bem tradicionais e conhecidos por todos nós como, partidas multiplayer normais, o já famoso MyTeam que funciona como o Ultimate Team da EA, onde você monte seu elenco e faz com ele evolua de acordo com as suas conquistas, mas como falamos acima, esteja preparado para se frustrar com as micro transações.

Outra opção é o MyPark que como já expliquei para vocês acima nada mais é do que o modo online do MyCareer, se você é fã do modo carreira como eu é bom, por que com isso você não precisa sair deste modo para poder se aventurar em partidas multiplayer, mas desde já fique avisado por este balzaquiano que vos escreve, VOCÊ IRÁ PASSAR MUITA RAIVA!

Análise: NBA 2K18
Atuais campeões desfilando seus novos uniformes.

Para concluir; NBA 2K18 continua mantendo a sua extrema qualidade de seus antecessores e com certeza trás algumas melhorias na jogabilidade, deixando o jogo mais fluído e uma boa evolução na movimentação dos jogadores, com ela ficando menos presa e robótica.

Mas o que realmente é de ‘cair o cú da bunda’ são as micro transações cada vez mais frequentes e invasivas, e que acabam mexendo e muito com a jogabilidade e a experiência do jogo, 2K precisa realmente rever as suas ideias com relação a isso, pois como eu disse mais cedo, a EA está começando a encontrar o caminho com a série LIVE e não vai demorar muito para eles ficarem na cola.

NBA 2K18 é bom, trouxe mais algumas evoluções para a franquia, mas já não mostra mais aquele fôlego todo de anos anteriores começando a mostrar sinais de desgaste em sua narrativa e propostas de jogo.

Pontos Positivos

  • Jogabilidade melhorada
  • Gráficos lindos
  • My Career com mundo semi-aberto

Pontos Negativos

  • MyCareer com mundo semi-aberto
  • Loadings eternos
  • Micro transações excessivas

O jogo está disponível por R$119,00 na Steam por U$60,00 no Switch, por R$249,00 no Xbox One, por R$250,00 no Xbox 360, por R$249,00 no PlayStation 4 e por R$229,90 no PlayStation 3.

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REVER GERAL
Jogabilidade
9
Gráficos
9,5
Multiplayer
8,5
Áudio
9,5
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Publicitário natural de Santo André, possui mais de 12 anos de experiência em agências e produtoras digitais. Ama games e action figures, além é claro de sua esposa e filho! Gamertag: aptsen