Crítica | Pantera Negra é poderoso!

Crítica Pantera Negra

Pantera Negra talvez seja o filme de super-herói mais importante da história.

Há 10 anos a Marvel Studios dava início ao MCU (Universo Cinematográfico Marvel, em português), um universo compartilhado em uma série de filmes dos super-heróis de seus quadrinhos, com o lançamento de Homem de FerroCrítica Pantera Negra

10 anos de grandes sucessos como Homem de Ferro, Os Vingadores, e Capitão América: Guerra Civil, o estúdio chega à sua 18ª produção com o que é o mais sério e politizado longa que já fizeram. 

Pouco tempo depois da morte do seu pai, T’Chaka (John Kani), em Guerra Civil, o príncipe T’Challa (Chadwick Boseman) regressa ao seu país para a cerimônia de ascensão ao trono que lhe tornará rei de Wakanda. Wakanda é uma civilização africana, rica e com uma tecnologia super avançada, que se esconde do resto do mundo ao se passar por um país subdesenvolvido, a fim de proteger seu povo de ameaças externas e resguardar seu precioso e poderoso mineral, Vibranium.

critica Pantera NegraPara ameaçar o reinado de T’Challa, aparece Killmonger (Michael B. Jordan), seu primo que veio reivindicar o trono pelo que aconteceu com seu pai no passado. Killmonger é um anti-herói controverso. Suas motivações são nobres: revoltado com o abandono social e as injustiças raciais, pretende ajudar o povo negro mundo afora que sofre pela opressão há séculos.

Seus meios, porém, são reprováveis: armar o povo negro com Vibranium para criar uma violenta revolução contra seus opressores. Apesar disso, Killmonger é um personagem bastante significativo, cheio de nuances e discursos sobre injustiças raciais, trazendo muitas reflexões sobre o racismo e do equilíbrio social.

Para ajudar T’Challa na luta contra Killmonger está sua irmã, Shuri (Letita Wright), o cérebro de Wakanda, responsável por todo o avanço da sua nação, com uma tecnologia que deixaria Tony Stark de boca aberta. Também temos a Nakia (Lupita Nyong’o), uma espiã que luta para libertar escravos das mãos de exploradores, e a general Okoye (Danai Gurira), líder das Dora Milaje, a guarda real que protege Wakanda.

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Grande destaque do longa vai para a ambientação de Wakanda e seu povo, além de um trabalho de fotografia, figurino e sonoplastia impressionante. A civilização é retratada com um grande equilíbrio, mostrando não só o grande poder e avanço tecnológico oriundo do Vibranium, mas também como toda beleza e a cultura dos povos africanos que ali vivem, fruto de um ótimo trabalho fotográfico da diretora Rachel Morrison (Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi).

O trabalho da figurinista Ruth Carter, e da designer de produção, Hannah Beachler, em retratar os povos africanos, seus costumes e seus trejeitos, são fantásticos. A fanpage “Um Filme me Dissemostra todo esse trabalho e a presença dos povos africanos no filme, vale a pena conferir. E para finalizar, Kendrick Lamar faz um excelente trabalho na construção das trilhas que estão presentes no longa, com músicas que representam a força da cultura africana.

critica Pantera NegraPantera Negra é o filme mais maduro da Marvel, e um grande marco no cinema. Com um elenco majoritariamente negro, a importância de um filme de herói sobre a história do povo negro e africano é inimaginável.

Não se trata apenas da cor, mas da representatividade que um longa desses pode ter nas novas gerações, além de trazer discussões que excedem para o mundo atual, como política contra refugiados, segregação racial, raízes históricas de escravidão, etc. E se você ainda não conseguiu visualizar a importância de Pantera Negra no que tange a representatividade para as crianças, deixo aqui uma ótima tira do ilustrador Valdeci Crabi para reflexão:

Pantera Negra estreou dia 15 de Fevereiro e segue disponível nas salas de cinemas do país.

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Natural de São Paulo - BR, atualmente morando na Florida - USA, tem mais de 20 anos de experiência com Planejamento, Criação e Marketing, ama música, toca bateria e seu principal hobby são os Games.