Análise: State of Decay 2

A aguardada volta de State of Decay, jogo que foi lançado lá em 2013 pela Undead Labs para Xbox 360 e PC, e que veio em 2015 para o Xbox One, finalmente chegou e com muitas surpresas.

O jogo segue os acontecimentos do primeiro, enquanto no “1” a trama centrava em pessoas que eram surpreendidas por um inexplicável surto de zumbis, no segundo o tempo passou e as pessoas possuem uma certa experiência de como resolver as coisas em meios aos Zums, nome dado no game aos zumbis. State of Decay 2

O QUE É STATE OF DECAY 2?

Se você não deu uma chance para o primeiro jogo, é bom explicar o que é State of Decay 2 e apontar como ele é diferente de outros jogos de zumbi do mercado como Dead Rising ou até mesmo Resident Evil. O jogo se centra em organizar uma base, onde é preciso explorar bastante a área atrás de recursos como comida, remédios, munição e combustível. Nessa sua base você recrutará pessoas e terá que administrar esses recursos corretamente.

Os personagens são serem humanos comuns, e durante as explorações ou missões, eles irão se cansar e podem se machucar, com isso todos os personagens recrutados ficam disponíveis para serem usados. Os que forem mais usados evoluíram mais em elementos como cardio (correr e bater nos zumbis), uso de armas de fogo e até alguns elementos especiais exclusivos para certos personagens como mecânica (ótimo para arrumar os carros), química (para fazer os remédios) dentre outros. O personagem que não tiver essa estatística especial, pode aprender algum elemento extra achando livros perdidos e assim ganhando essa vantagem. É muito inteligente usar sempre todos os personagens e deixar eles sempre mais preparados para qualquer problema, pois nunca se sabe qual é a surpresa que se encontrará pela frente.

Além disso, é bom deixar claro que uma das novidades de State of Decay 2 é a possibilidade de se jogar em multiplayer de forma cooperativa. O meu medo quando li sobre isso, era exatamente de pessoas poderiam invadir a minha base, matar meus comparsas e além de zumbis ter de me preocupar com isso também. E felizmente isso não acontece, o multiplayer é bem diferente do convencional de outros jogos, o jogador só pode entrar em uma partida se for convidado e a função dele é de apenas ajudar, virando mais um sobrevivente para eliminar os zumbis. Os itens comuns que o convidado pegar ficam para ele, e os itens especiais como sacos de comida, de remédios etc, ficam para o dono da partida. O importante de se fazer isso bastante, é que seus personagens evoluem em suas características e se ganha muito ponto de influência, a moeda do jogo.

A influência é muito importante, com ela você pode comprar armas, mudar sua base para um local maior e é imprescindível se relacionar com todos a sua volta. Haverão outros grupos espalhados pelo mapa, os ajude que eles serão seus aliados e poderão te ajudar no futuro. Sua base possui uma média de moral, onde cada pessoa nela pode ser feliz ou estar deprimido.

Quanto mais você joga com um personagem, missões de cunho pessoal abrirão e ele ficará feliz. Eliminar os grupos de zumbi por perto também deixarão eles felizes. Felizes eles rendem mais, depressivos eles ficam imprevisíveis, podendo ir embora da base, se matar ou até mesmo matar alguém. E por falar em morte, desde o primeiro jogo é importante deixar claro que a morte de qualquer personagem é permanente.

Com tudo isso falado acima, qual é a parte de ação do jogo? Como é um game de sobrevivência, você terá que matar os zumbis em meio a missões de ajudar as pessoas, que podem ser recrutadas inclusive, e missões próprias do jogo. Uma delas é eliminar núcleos pestilentos, novidade do jogo. State of Decay 2 possui 2 tipos de zumbis agora, os normais de olhos amarelados, e os pestilentos de olhos vermelhos. Os pestilentos espalham a doença e ao te morderem, te infectam. Não é preciso entrar em desespero por isso, pois existe cura e não é tão difícil de fazê-la, mas esses zumbis se espalham, e acabar com esses núcleos rapidamente é primordial.

Dentro desses núcleos há uma espécie de coração, e ao destruí-lo o núcleo pestilento já era, mas não é tão simples, enquanto você está atacando ele, ondas de zumbis pestilentos irão vir te brecar. Indico um bom coquetel molotov e não ir resolvê-lo sozinho, ou muito menos a noite. Esses núcleos ainda ficam mais fortes quanto mais tempo existirem, e mais fortes com outros núcleos pestilentos a volta. Portanto, resolva-os logo!

Há também infestações de zumbis convencionais em certos locais, que brotam de forma randômica, com eles em um local, a quantidade de zumbi se multiplica também, mas apesar de serem mais fracos, eles darão muito trabalho. Essas infestações possuem normalmente zumbis convencionais, somado a alguns especiais como o “gritador” e atrais outros zumbis a volta, um que explode e sai gás ao ser acertado, o selvagem (o pior de todos na minha opinião) e um “tanquer” gigante, que pode matar o seu personagem com um ataque só.

JOGABILIDADE

Uma das melhores coisas de State of Decay 2, é sua jogabilidade. O primeiro já era muito bom, mas esse segundo está melhor. Se movimentar pra lá e pra cá é fácil, e tranquilo. Acertar os zumbis, mesmo cercado por eles é tranquilo. Dirigir o carro é muito legal e fácil também, realmente nada a reclamar de nenhum desses fatores.

GRÁFICOS E SOM

Graficamente o jogo não traz nenhum brilho para ser bem sincero. A movimentação dos personagens é boa, mas o jogo é bem datado no visual em geral. É possível ter uma experiência melhor no Xbox One X e no PC, principalmente quanto aos frames por segundo. No PC ainda, a experiência é um pouco melhor, principalmente se você tiver uma máquina mais parruda, podendo ver detalhes mais bonitos em gramas e matos, reflexos, luz e sombra. Mas, no geral o jogo não decepciona, só poderia ser melhor mesmo.

A parte sonora é muito boa. O jogo fica grande parte do seu tempo sem música, o que é muito bom para ouvir o ruído dos zumbis, mas quando a música entra em momentos mais tensos, encaixa perfeitamente com o clima do jogo. Se tiver interesse, a trilha está disponível no Spotify. Os efeitos sonoros são muito bons, as armas de fogo, ou de contato possuem um som memorável e que encaixam perfeitamente na brutalidade crua do jogo, ponto positivíssimo! Deixa a desejar se o jogador tiver um fone 7.1, as vezes os zumbis parecem estar do seu lado e na verdade estão longes, parece realmente um bug no título.

VEREDITO

Resumindo, se for jogar State of Decay 2, vá de cabeça aberta, não venha com algum preconceito definido. Ele é diferente da maioria dos jogos do mercado e é bom exatamente por isso. O jogo engrena bem em algumas horas, tem um tutorial bem simples e objetivo que o colocará em ação e sabendo o que fazer em minutos. Ele é muito bom de se jogar sozinho apesar da dificuldade, mas é melhor ainda jogar cooperativo, com isso a diversão flui e não se vê o tempo passar. O jogo possui problemas técnicos que estão sendo corrigidos com diversos patchs, problemas como queda de frames e até mesmo travamentos vão acontecer. De qualquer forma State of Decay 2 pode trazer diversão por muito tempo.

State of Decay 2 está disponível para PC e Xbox One gratuitamente para assinantes do serviço Game Pass ou por R$ 129,95 para a edição convencional e R$ 169,95 para a Edição Suprema.

State of Decay 2